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Além do Conhecido
Víbora-de-russell enrolada no chão
Brasil e Mundo

Picadas de serpente matam até 138 mil pessoas por ano, e quase nunca pelas mais venenosas

Os dados da OMS e de um grande levantamento na Índia mostram que o perigo real depende menos da toxicidade e mais de onde a serpente vive.

1 min de leitura

Foto: Hopeland, CC BY 4.0, Wikimedia Commons

Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 5,4 milhões de pessoas são picadas por serpentes todos os anos. Entre 81 mil e 138 mil morrem, e aproximadamente o triplo fica com amputações ou sequelas permanentes. A maior parte dos casos acontece na Ásia, na África e na América Latina.

O caso da Índia

Um levantamento nacional publicado na revista eLife em 2020 estimou cerca de 58 mil mortes por picada por ano na Índia entre 2000 e 2019. Quase metade das vítimas tinha entre 30 e 69 anos, e mais de um quarto eram crianças com menos de 15. A maioria das mortes aconteceu em áreas rurais.

Nos estudos que identificaram a espécie, a víbora-de-russell aparece em 43% das picadas, seguida pelas kraits e pelas najas. Nenhuma delas está entre as três serpentes de veneno mais tóxico do mundo, que vivem na Austrália.

Por que isso acontece

O risco real é uma soma de fatores: a toxicidade do veneno, o comportamento do animal e, principalmente, a proximidade com pessoas que trabalham no campo e moram longe de um hospital com soro. É por isso que a OMS trata as picadas de serpente como uma doença tropical negligenciada.

Fontes consultadas

  1. Organização Mundial da Saúde: Snakebite envenoming
  2. Suraweera et al. (2020), eLife: Trends in snakebite deaths in India from 2000 to 2019

Imagem: Foto: Hopeland, CC BY 4.0, Wikimedia Commons. Reportagem original da Redação Além do Conhecido, escrita a partir das fontes acima.

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