Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 5,4 milhões de pessoas são picadas por serpentes todos os anos. Entre 81 mil e 138 mil morrem, e aproximadamente o triplo fica com amputações ou sequelas permanentes. A maior parte dos casos acontece na Ásia, na África e na América Latina.
O caso da Índia
Um levantamento nacional publicado na revista eLife em 2020 estimou cerca de 58 mil mortes por picada por ano na Índia entre 2000 e 2019. Quase metade das vítimas tinha entre 30 e 69 anos, e mais de um quarto eram crianças com menos de 15. A maioria das mortes aconteceu em áreas rurais.
Nos estudos que identificaram a espécie, a víbora-de-russell aparece em 43% das picadas, seguida pelas kraits e pelas najas. Nenhuma delas está entre as três serpentes de veneno mais tóxico do mundo, que vivem na Austrália.
Por que isso acontece
O risco real é uma soma de fatores: a toxicidade do veneno, o comportamento do animal e, principalmente, a proximidade com pessoas que trabalham no campo e moram longe de um hospital com soro. É por isso que a OMS trata as picadas de serpente como uma doença tropical negligenciada.