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Além do Conhecido
Jararaca enrolada sobre uma superfície de madeira
Brasil e Mundo

Jararacas respondem pela grande maioria dos acidentes com serpentes no Brasil

Elas não estão entre as serpentes de veneno mais tóxico do mundo, mas vivem perto de lavouras e de pessoas. Em caso de picada, a regra é procurar atendimento imediato.

1 min de leitura

Foto: Rafael Rosa, CC BY 4.0, Wikimedia Commons

Quando se fala em serpentes perigosas, a imaginação costuma ir para a Austrália ou para a África. No Brasil, porém, a protagonista é outra: a jararaca, do gênero Bothrops. Entre os acidentes em que o gênero da serpente foi identificado, as jararacas aparecem em cerca de nove em cada dez casos, segundo análises dos dados oficiais publicadas na literatura médica.

Por que tantas picadas

As jararacas não estão entre as serpentes de veneno mais tóxico do mundo. O que pesa é a convivência: elas são comuns em áreas de mata e de lavoura, justamente onde muita gente trabalha. O Brasil registra de 19 mil a 22 mil acidentes com serpentes por ano, segundo o Ministério da Saúde.

O que fazer em caso de picada

A orientação dos serviços de saúde é procurar atendimento médico imediatamente. O tratamento eficaz é o soro antiveneno, aplicado no hospital. Não se recomenda fazer torniquete, cortar o local nem tentar sugar o veneno.

Fontes consultadas

  1. Revista da Associação Médica Brasileira (SciELO): Ofidismo no Brasil
  2. Abordagem e manejo do acidente botrópico (BVS)

Imagem: Foto: Rafael Rosa, CC BY 4.0, Wikimedia Commons. Reportagem original da Redação Além do Conhecido, escrita a partir das fontes acima.

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