Quando se fala em serpentes perigosas, a imaginação costuma ir para a Austrália ou para a África. No Brasil, porém, a protagonista é outra: a jararaca, do gênero Bothrops. Entre os acidentes em que o gênero da serpente foi identificado, as jararacas aparecem em cerca de nove em cada dez casos, segundo análises dos dados oficiais publicadas na literatura médica.
Por que tantas picadas
As jararacas não estão entre as serpentes de veneno mais tóxico do mundo. O que pesa é a convivência: elas são comuns em áreas de mata e de lavoura, justamente onde muita gente trabalha. O Brasil registra de 19 mil a 22 mil acidentes com serpentes por ano, segundo o Ministério da Saúde.
O que fazer em caso de picada
A orientação dos serviços de saúde é procurar atendimento médico imediatamente. O tratamento eficaz é o soro antiveneno, aplicado no hospital. Não se recomenda fazer torniquete, cortar o local nem tentar sugar o veneno.