A corrida para trazer pedaços de Marte à Terra mudou de favorito. A China planeja lançar em 2028 a missão Tianwen-3, com o objetivo de devolver ao menos 500 gramas de rochas e solo marcianos até 2031, segundo o cientista-chefe do projeto, Hou Zengqian.
Como a missão deve funcionar
O plano prevê dois lançamentos: um com o módulo orbital e de retorno, outro com o módulo de pouso e o foguete de subida. Na superfície, a sonda deve perfurar cerca de dois metros, coletar o material e lançá-lo até a órbita de Marte, onde o módulo de retorno faria o encontro para voltar à Terra. As fontes ainda divergem sobre alguns detalhes, como o foguete de cada etapa, e o próprio Hou reconhece que há desafios técnicos importantes pela frente.
E as amostras da NASA?
O rover Perseverance já guardou dezenas de tubos de amostras, entre eles o da rocha Sapphire Canyon, que pode conter sinais de vida antiga. Mas, em janeiro de 2026, o orçamento aprovado pelo Congresso americano deixou o programa Mars Sample Return sem verba. Sem uma missão para buscá-los, os tubos continuam em Marte.
Se a Tianwen-3 tiver sucesso, a primeira amostra de Marte a chegar a um laboratório na Terra virá de outro ponto do planeta.